Avina
Estrategia para el Bioma Amazónico

Contexto
Aproximadamente, 20% das emissões de gases de efeito estufa em escala mundial resultam do desmatamento de florestas e da exploração do solo, segundo o Intergovernamental Panel on Climate Change. Na América Latina, mais de 60% das emissões de gases de efeito estufa provêm do desmatamento, e uma parte significativa desse desmatamento ocorre na região amazônica. Alguns estudos indicam que o bioma amazônico poderia entrar em um processo de colapso se o limiar de 20% de desmatamento do ecossistema for ultrapassado, um cenário possível dentro de 15 a 20 anos, caso o ritmo da última década seja mantido. Esse processo reduziria sua capacidade de capturar o carbono da atmosfera e influenciaria o sistema de chuvas em todo o continente.

 

Oportunidade identificada pela AVINA e seus parceiros
Contribuir para a conservação de 80% da região de modo a garantir a sustentabilidade do ecossistema e a qualidade de vida adequada das populações locais.

 

Estratégia compartilhada de ação
O foco da estratégia desenvolvida pela AVINA e seus parceiros é fortalecer a transparência florestal, incentivar uma nova economia ambiental compatível com a conservação das florestas e promover a valorização das culturas e o conhecimento das comunidades na região. Essa estratégia destaca o papel dos atores locais e sua visão de mudança, fortalece-os e promove sua liderança. Envolvemos parceiros internacionais que aumentam a capacidade e a institucionalidade regional nas nações da bacia amazônica, para promover o cuidado com seu patrimônio em benefício próprio e do planeta.

 

Parcerias internacionais
Nossos principais parceiros continentais e coinvestidores para essa oportunidade são:

  • A rede Articulação Regional Amazônica (ARA), convocada pela AVINA e composta por 35 organizações latino-americanas ativas na região amazônica.
  • A Skoll Foundation, com a qual fizemos uma parceria para coinvestir 3 milhões de dólares em partes iguais durante três anos, totalizando 6 milhões de dólares.
  • A rede de Fiscais Ambientais na América Latina.
  • A Climate and Land Use Alliance (CLUA), para promover a redução de emissões produzidas pelo desmatamento no Brasil.

 

Indígenas da etnia Karajá da Amazônia brasileira. A estratégia da AVINA na Amazônia é incentivar uma nova economia ambiental, além de promover a valorização das culturas e o conhecimento das comunidades da região.

A AVINA concedeu 100.000 dólares à Iniciativa Yasuní-ITT, tornando-se a primeira organização não-governamental a apoiar essa proposta, que busca evitar a exploração de petróleo no Parque Nacional Yasuní no Equador, uma das áreas de maior biodiversidade do mundo.

 

 

Algumas realizações de nossos parceiros em 2010

Brasil torna-se o primeiro país em desenvolvimento a fixar um limite absoluto para emissões de CO2
Durante a 16ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 16), realizada em Cancún, no México, em dezembro de 2010, o Brasil firmou um decreto que regulamenta sua Política Nacional de Mudanças Climáticas, no qual se compromete a chegar em 2020 emitindo no máximo 3.236 gigatoneladas de CO2 equivalente (medida que expressa o aquecimento potencial de todos os gases de efeito estufa em CO2). O Brasil já havia anunciado suas metas de redução de emissões em termos percentuais (36,1% a 38,9% abaixo das projeções para 2020), mas faltava detalhar a meta em termos absolutos. A maior fonte de emissões no Brasil é a destruição da floresta amazônica. Em parceria com a Climate and Land Use Alliance (CLUA), e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) do Brasil, a AVINA apoiou técnica e financeiramente as articulações e projetos de Tasso Azevedo, parceiro da AVINA, que atua como consultor do MMA e teve um papel fundamental nas negociações e no projeto dessa conquista.

 

AVINA é a primeira organização não governamental a apoiar a Iniciativa Yasuní-ITT no Equador
A Fundación AVINA cedeu 100 mil dólares à Iniciativa Yasuní-ITT, fideicomisso assinado entre o governo do Equador e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Dessa forma, a AVINA tornou-se a primeira organização não governamental a apoiar essa proposta, que busca evitar a exploração de petróleo no Parque Nacional Yasuní, uma das áreas de maior biodiversidade da bacia amazônica e do mundo. A iniciativa é inovadora, pois confere a mesma importância em termos econômicos à conservação e à exploração. O fundo, administrado pelo PNUD, busca arrecadar 3,5 milhões de dólares como compensação para o país por abster-se de explorar petróleo no subsolo da região.

 

Rede de Fiscais Ambientais na América Latina produz manual no Peru
A elaboração do “Manual de Investigação de Crimes Ambientais” servirá para a investigação de atos puníveis e análise legal de crimes contra o ambiente e os recursos naturais no Peru. Com essa ferramenta, os Fiscais Ambientais poderão investigar e punir os delitos ambientais na Amazônia peruana e em outras áreas importantes, além de unificar os critérios de intervenção e prevenção de delitos. A implementação do manual será de caráter obrigatório para os fiscais do Peru. Essa iniciativa foi possível graças à parceria entre a AVINA e o Ministério Público, no marco de seu apoio à Rede de Fiscais Ambientais na América Latina. A iniciativa foi coordenada pelo fiscal Raúl de los Rios, coordenador das Promotorias Especializadas em Matéria Ambiental e membro da Rede de Fiscais Ambientais da América Latina.